Não sou cientista político, tampouco marqueteiro. Mas posso afirmar, sem medo de errar, quem foi o maior derrotado no debate promovido por um "pool" de veículos de comunicação (SBT, Uol e Jovem Pan): o eleitor. Em 23 anos de vida nunca assisti (no caso ouvi pois estava no trabalho) um evento de tão baixo nível. Dilma Rousseff e Aécio Neves partiram, desde o início, para o ataque moral. Um tentou desqualificar o outro, SEMPRE, e ambos deixaram de lado a premissa principal: apresentar PROPOSTAS para MELHORAR a vida da POPULAÇÃO.
Se eu estivesse na pele do Carlos Nascimento, que mediou o debate, sentiria vergonha de estar no meio de dois pretendentes à Presidência da República que são inferiores ao povo brasileiro. Dilma e Aécio protagonizaram uma baixaria em rede nacional. Aliás, Nascimento foi quem propiciou o melhor momento do debate: ao pedir que a plateia se comportasse, afinal aquilo "não era um programa de auditório" - e olha que nisso o SBT é mestre.
A postura das claques de PT e PSDB no estúdio do SBT lembra a de uma torcida que comemora um chutão do zagueiro mais grosso, desprovido de talento. Aplausos para respostas que não esclareciam em nada os problemas do brasileiro. Pior foi ver esse aplauso se "espalhar" nas redes (anti) sociais.
Saúde, educação, meio-ambiente, cultura. Nenhum desses assuntos foi tocado. Só o que o governo A fez, e o que o governo B deixou de fazer. Corrupção pra lá, nepotismo pra cá. E nada de propostas. Nada que esclareça a opinião - e sobretudo - a decisão do eleitor. A ideia das duas campanhas é elevar a rejeição do rival, e assim o avanço no debate político é reduzido a pó.
Não houve vencedor no debate. E sim 200 milhões de derrotados.
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