Até o julgamento final da medida cautelar, a Prefeitura de São Paulo não poderá guinchar carros de motoristas que trabalham para o aplicativo de corridas Uber. Salvo quando o condutor cometer algum crime de trânsito - como dirigir sob efeito de álcool. É uma grande vitória - ainda que parcial - para empresa, após as cenas de selvageria protagonizadas por um grupelho de taxistas que não consegue oferecer um serviço com a mesma qualidade.
Eu tenho carro próprio. Uso o transporte coletivo apenas quando preciso ir até o centro de São Paulo. E em apenas uma oportunidade recorri ao Uber. Para ver como é o serviço, e coisa tals. Em suma, para matar a curiosidade - característica comum em grande parcela da população. E fiquei com uma ótima impressão do que vi. É claro que não são todos os taxistas da cidade que estão na cruzada contra o aplicativo. Só aqueles que se assustam com as novidades.
Um amigo meu publicou nas redes sociais que, ao invés do poder público querer regularizar o bendito aplicativo, seria mais fácil da administração abrir mão de uma pancada de impostos cobrados atualmente dos taxistas. E isso me indignou.
Ora, aqui em São Paulo, os taxistas têm 30% de desconto na compra do veículo 0km na concessionária. Entram nessa porcentagem o IOF e o IPI. Além disso, eles não pagam IPVA e podem requerer a isenção do ICMS. Na capital paulista, e no Rio de Janeiro, as cooperativas/associações não pagam o ISS - imposto sobre serviços. No que tange às taxas burocráticas, são cerca de 300 reais ANUAIS. E ainda é necessário o abatimento de impostos?? Menos, né gente....
Os motoristas do Uber não recolhem os impostos, mas não possuem essa série de regalias que os taxistas têm. E outra. Não me recordo da categoria - importante para o transporte da cidade, ressalto - ter enfrentado - por exemplo - os perueiros clandestinos, que reinaram na capital paulista nos anos 80 e 90. Isso só acabou quando, a ex-prefeita Marta Suplicy, regulamentou o serviço de vans, agrupando os motoristas clandestinos, sem preparo, e não pagadores de impostos em cooperativas.
Então, por que o sindicato dos taxistas está tão preocupado com o Uber? Uma eventual regulamentação do aplicativo não irá diminuir o "público" que utiliza o serviço de táxi. Uma pesquisa feita pelo Cade comprovou. Qual o receio da categoria? Por que temem a novidade?
Coisa similar ocorre com as operadoras de telefonia móvel, que tentam vez ou outra suspender as atividades do Whats App no país. Usam argumento parecido: "concorrência desleal". Mas, esquecem-se de fornecer um serviço de melhor qualidade. Um atendimento ao cliente de maior nível. Whats App e Uber são dois belos exemplos que mostram como setores - distintos - da economia tentam espantar o progresso, o moderno. Para esses campos - e tantos outros - o novo assusta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário