Sem o mínimo de pudor, a oposição - sob as asas do guardião Eduardo Cunha - deflagrou mais uma operação do golpe para tentar tirar Dilma Rousseff do cargo de presidente da República Federativa do Brasil-sil-sil. Já disse anteriormente, Dilma está longe de ser a melhor chefe de estado deste país. Mas o fato de sua popularidade e aceitação serem ínfimos não é precedente para tirar um governante do poder.
Há alguns dias, no Senado, representantes da oposição bradaram aos quatro ventos querendo que a votação para definir o futuro do senador petista Delcídio Amaral fosse aberta. Justo. Venceram no debate e o Brasil viu naquela noite quem queria defender o corrupto pego com a boca na botija. Nesta terça. o assunto foi diferente: contaram com o apoio do Eduardo Cunha para definir o sigilo em uma votação para eleger uma chapa de oposição para compor o grupo que vai analisar o processo que pede o impeachment de Dilma: confuso né? Pois então, os nobres deputados simplificaram.
"Dane-se a opinião pública", pensaram eles. "Vamos resolver a parada aqui e seguir com o plano mirabolante". E assim foi feito. Duas centenas de deputados da oposição (entenda Cunha, PSDB, DEM, PPS, Solidariedade, dissidentes do PMDB e alguns outros partidos nanicos) deram mais uma prova de como se rasga uma constituição, e o regimente interno da casa sem nenhum tipo de vergonha. No fim levaram a bandeira do Brasil, uns cantaram hino...pra sair na capa do jornal de amanhã.
Jornal esse que vai dar destaque como "derrota do governo", "impeachment avança". Mas vai dar de ombros para a treva onde foi jogada a Câmara dos Deputados. Presidida por um sujeito que usa o cargo para se defender das acusações contundentes e documentadas no Conselho de Ética. E que detém uma rede de aliados disposta a tudo. Sim. TUDO.
Comemoraram a vitória da democracia na Venezuela, e ajudam a enfiar um golpe goela abaixo aqui no Brasil. E muita gente comemora sem entender a gravidade desse processo. A política nacional está viciada. Não há lado bom e lado ruim. Estão TODOS na mesma canoa, defendendo interesse pessoais. Desdenham da opinião pública e fazem o diabo - assim como disse a então candidata Dilma Rousseff em 2014, referindo-se à campanha política. Não é a troca de um governante à fórceps que colocará o país no trilho do crescimento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário